O diretor da EEFM Frei Policarpo, Márcio Sérgio Ferreira Lopes acompanhado da coordenadora escolar Lucia Barros participaram da oficina pedagógica realizada nas dependências da 7ª Crede/ Canindé sob a temática ENSINO MÉDIO NOTURNO e PROJETO PRIMEIRO, APRENDER!
O evento contou com as presenças da equipe da 7ª Crede comandada pela professora Geovanda Mourão e técnicas da SEDUC - professoras Gilvana Linhares e Liduína Medeiros acompanhadas do Professor Elcio (diretor da Escola Walter Sá Cavalcante).
Vejam como foi a nossa manhã de hoje, dia 31 de outubro de 2011:
1º momento: manhã
Acolhida – Escola Júlia Catunda
- Música: Caviar com Baião (homenagem ao estado do Ceará)
Técnica da Seduc – Giuvana
- O SONHO NÃO É CHEGAR NO ENSINO MÉDIO... É TERMINAR O ENSINO MÉDIO;
- resgatar a história do Primeiro, Aprender!
- Estudo de Caso
“ O professor Olavo, de matemática, é reconhecido na escola por suas aulas dinâmicas e empolgantes. Os alunos demonstram gostar muito do seu jeito peculiar de ministrar os conteúdos. Por estas características, sempre atuou na escola no terceiro ano do ensino médio. Lotar professor Olavo nesta série é uma tentativa da escola de oferecer aos aos alunos que estão concluindo a educação básica melhores condições para ingressar no ensino superior. No início do ano, contrariando a expectativa do professor Olavo, o diretor Pedro o lotou no 1º ano do ensino médio na tentativa de proporcionar a estes alunos a consolidação de competências elementares na tentativa de garantir que estes alunos se entusiasmem pela possibilidade de continuar aprendendo nas séries seguintes. O diretor tomou esta decisão após fechamento do índice de abandono dos alunos, na casa do 17% no 1º ano do ensino médio. Para Pedro, a principal causa do abandono é o acolhimento deficiente dos alunos que saem do ensino fundamental com habilidades e competências básicas não desenvolvidas, o que desestimula os alunos a continuarem no ensino médio. Colocar nesta série os professores que ele considera os mais preparados para lidar com estes alunos era o início das mudanças no processo de recepção destes alunos. No entanto, Olavo, que já tinha recebido a notícia de assumir a disciplina de matemática nas turmas do 1º ano com antipatia, por considerar esta nova lotação como rebaixamento do seu prestígio na escola, solicitou audiência com o diretor Pedro na sexta-feira da primeira semana de aula. Estava decidido a entregar as turmas por considerar humilhantemente ter que trabalhar conceitos elementares de matemática com alunos que demonstram forte dificuldade de aprendizagem. Como o diretor Pedro deve conduzir esta conversa com o professor Olavo?
- Fala do professor Rogers sobre o ensino médio noturno (vídeo).
- Estudo de caso 1 – Lotação do professor Olavo > representante do grupo: Márcio Sérgio. Como o diretor Pedro deve conduzir esta conversa com o professor Olavo? a) apresentar os resultados/ fechamento anual das demais dimensões pedagógicas – aprovação e reprovação por turma e nível; b) conscientizar toda equipe que não só no 3º ano precisamos de bons professores, mas em todos os níveis; e c) não existe elite na escola. Se não a elite do ensino fundamental está lotada no 9º ano e nem por isso evita de recebermos alunos despreparados e desmotivados.
- Estudo de caso 2 – Diálogo com professor Felizardo/ RESISTÊNCIA DOS PROFESSORES AOS PROJETOS DA ESCOLA > representante do grupo: Chiquinho de Santa Quitéria – Primeiro, Aprender! Deve ser aplicado como intervenção e não com exclusividade desconsiderando o livro didático. As resistências existem e devem ser vencidas pelo diálogo e conscientização de todos.
- Estudo de caso 3 – Eduardo Alves um jovem que entrara na rede no último concurso > representante do grupo: Tailana/ Quais recomendações poderiam ser feitas a Eduardo? a) Rever a logística do material do Primeiro, Aprender!. b) Como fazer a intervenção com professores; c) Considerar a rotatividade dos professores; e d) Professores ter participação na elaboração do material do Primeiro, Aprender!.
- 2º trabalho grupal – O Primeiro, Aprender! se propõe a superar a dificuldade de leitura e raciocínio lógico formal. Como superar esta dificuldade com conteúdos tão elementares? > Professor Das Chagas (diretor da Escola Maria Neusa) defendeu: a) não existe receita pronta, cabe ao professor como aplicar as aulas com metodologias ideais para cada conteúdo; e b) capacitar de forma ajuizada os professores para que esses aprimorem os seus conhecimentos dentro do projeto e consigam fazer com que seus alunos aprendam.
- Professora Liduína, técnica da SEDUC explanou que o Projeto Primeiro, Aprender!:
a) não faz tudo por si só, cabe ao professor desempenhar de forma satisfatória visando o sucesso do aluno;
b) é uma tentativa rumo a condição de o aluno aprender; nem sempre isso será como o esperado. Contudo, a escola deve estar atenta com a aplicabilidade do projeto como uma prática no cotidiano da escola e sempre que necessário fazer um paralelo com o livro didático;
c) deverá proporcionar ao aluno do ensino médio a condição da não exclusão social e deter a proficiência da leitura que deveria ocorrer ao término do ensino fundamental II;
d) o projeto tem um propósito de intervir de forma positiva no processo de aprendizagem do aluno, quanto à melhoria de suas competências e habilidades leitoras que, consequentemente, influencia direto ou indiretamente na escrita.
- Música do Gonzaguinha – “E vamos à luta!”
> ouvir
> falar
> ler
> escrever
2º momento: tarde
> Oficina da elaboração da aula:
- Professora Liduína socialização das questões indagando aos presentes qual seria a resposta do aluno;
- Induzir aos alunos a capacidade ao raciocínio e nunca entregar de 'bandeja';
- o professor tem que ter a capacidade de transformar as coisas.
> Professora Gilvana Linhares:
- estamos numa caminhada no projeto Primeiro, Aprender!;
- não devemos nos precipitar e achar que o projeto não presta diante das primeiras dificuldades!;
> Professor Élcio – ENSINO MÉDIO NOTURNO
- Contexto do Ensino Médio Noturno segundo os presentes:
- abandono e evasão escolar;
- infrequência;
- baixo rendimento;
- desmotivação.
- Socializou os resultados da enquete feita com alunos e professores sobre o ensino médio noturno e observamos que mitos do ensino médio noturno foram quebrados;
- Semestralidade no turno noturno, apresentou a grade da carga horária: BLOCO A e BLOCO B;
- Formação para o trabalho: qualificação com certificação (240 horas distribuídas em 6 semestres);
- Temas para a formação para o trabalho:
1) trabalho e cidadania;
2) trabalho e tecnologia;
3) trabalho e linguagens – voltado mais para o cotidiano;
4) trabalho e empregabilidade – postura do estudante diante à oportunidade do emprego;
5) trabalho e empreendedorismo – fazer com que aqueles que tenham habilidades e não sabem empreender na área comercial. Firmar parcerias com sebrae.
- Língua Portuguesa e Matemática
- Independência entre os blocos;
- Conteúdos programáticos elaborados em conjunto pelos professores da escola.
- Recuperação de Aprendizagem
- Preferencialmente paralela;
- Realizada pela própria escola no semestre subsequente;
- Poderá ser realizada nos CEJAs.
- Registro de notas no SIGE
- Duas vezes a cada semestre.
- Transferência
- “A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais” (Artigo 23 da LDB).
- Resultados Esperados
- Que o aluno entre, permaneça e conclua os estudos com sucesso.
- Contatos




